segunda-feira, 24 de maio de 2010

Resumo de: Rentabilizar a Internet no Ensino Básico e Secundário: dos Recursos e Ferramentas Online aos LMS

Referências Bibliográficas:

Carvalho, A. A. (2007). Rentabilizar a Internet no Ensino Básico e Secundário: dos Recursos e Ferramentas Online aos LMS. Sísifo. Revista de Ciências da Educação, 03, 25-40.


Disponível em: http://repositorium.sdum.uminho.pt/handle/1822/7142

A internet é uma rede aberta. Ou seja, para se aceder à informação disponível nesta rede e a um conjunto de ferramentas grátis para a sua manipulação, basta um computador com ligação à Web, independentemente da idade, sexo, cultura ou posição geográfica do indivíduo.
Contudo, esta informação que se encontra disseminada na WWW, não é filtrada de forma a eliminar as informações erróneas ou falsas.
Deste modo, é importante, para os mais novos, realizar esta selecção de informação, ou ensinar como o fazer.
Tendo em conta que o principal agente no ensino é o professor, é fundamental a formação dos professores nas TIC.
O que se propõe neste artigo é, defender o uso da internet como meio para aprender, quer individualmente, quer colaborativamente, através da pesquisa livre ou estruturada, bem como, que é possível apresentar a toda a comunidade escolar, e não só, os diversos trabalhos realizados.
O`Reilly propôs o conceito da Web 2.0, no qual, o software que está disponível online é grátis, como por exemplo, o Wiki, o Podcast, o Blog, o Hi5, o Myspace, etc.
Estas ferramentas ao facilitarem a publicação na Web e consequente aumento de autores levantam as seguintes questões: direitos de autor e plágio, desenvolvimento de competências para a colaboração e avaliação do aluno, o saber procurar a informação, a aprendizagem da comunicação e o saber colaborar em sociedade.
Para facilitar a pesquisa online numa aula com alunos inexperientes, surgiram algumas actividades, tais como: a Caça ao Tesouro e a WebQuest que disponibilizam apontadores para sites, orientando desta forma os alunos nas etapas a seguir. Deste modo, estão assegurados os direitos de autor e o plágio.
Vygotsky afirma que os indivíduos são ajudados no seu desenvolvimento através da colaboração com outro colega ou professor que esteja num nível mais desenvolvido. Assim, actividades como a WebQuest ou a Caça ao Tesouro, ao assentar no trabalho em grupo, no qual existe interacção entre os alunos, são desenvolvidas as competências sócio - cognitivas.
Contudo, estas actividades apesar de serem colaborativas, deve-se prestar atenção, pois por diversas vezes as tarefas são divididas pelos membros do grupo, realizadas individualmente, passando deste modo o trabalho a ser cooperativo. Cabe aos professores orientar os alunos sobre o modo como devem realizar o seu trabalho, de forma a este ser colaborativo, e não cooperativo.
O publicar e partilhar online os trabalhos dos alunos, estes realizam-nos com maior empenho. De igual modo, a publicação e troca dos trabalhos efectuados faz com que os alunos visualizem os comentários disponibilizados pelo professor a cada trabalho.
No que respeita ao uso dos LMS (Learning Management Systems), tem-se verificado que tem sido usado, mais como um repositório de informação do que um local de construção de conhecimento. De igual modo, é utilizado por algumas escolas como site oficial da escola, o que está errado. Deve existir um site próprio da escola, no qual está disponibilizada a informação para os diversos agentes educativos e comunidade em geral. Neste site da escola é que deverá estar colocado um apontador para a plataforma LMS adaptada pela escola.
Este facto prende-se com a necessidade desta plataforma servir exclusivamente de apoio à aprendizagem online. Para tal, estas plataformas disponibilizam recursos como o texto, vídeo, áudio, apontadores para sites, avisos aos alunos, etc. Ou seja, são ferramentas de apoio à aprendizagem colaborativa e de posterior publicação das actividades realizadas pelos alunos.
Em conclusão, o próprio Ministério da Educação deveria disponibilizar aos professores conteúdos interactivos semelhantes à “Escola Virtual”, de forma a estes os poderem inserir na plataforma, na sua disciplina.

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