terça-feira, 25 de maio de 2010

Resumo Capítulo 10 - As ferramentas de representação visual enquanto ferramentas cognitivas

Referências Bibliográficas:
Jonassen, D.H. (2007). Computadores, Ferramentas Cognitivas: Desenvolver o pensamento crítico nas escolas. Porto: Porto Editora, pp. 215-225.

As ferramentas cognitivas facilitam a construção de conhecimento. A sua utilização serve para criar depósitos de conhecimento pessoais, os quais implicam por si só o uso de pensamento crítico, criativo e complexo por parte dos alunos.
Para representar este conhecimento, podem-se usar programas, tais como, bases de dados, folhas de cálculo, motores de busca de informação, ferramentas de publicação multimédia, ambientes de conversação em tempo real e ferramentas de representação visual.
Neste pequeno resumo iremos falar acerca destas últimas ferramentas de representação visual. As suas principais utilizações podem ser duas. Podem ajudar os alunos a representar e a manipular informação visual de difícil compreensão de forma a estes retirarem o significado da informação visualizada - função interpretativa.
Também pode ter uma função expressiva, ao ajudar os alunos a transmitirem visualmente significados, ideias, de modo a serem mais facilmente compreendidas por parte de outros observadores.
Grande parte destas ferramentas está actualmente a ser utilizada pela Geografia, Meteorologia, Química e Física.
Como são usadas as ferramentas de representação visual, enquanto ferramentas cognitivas, na Matemática? O estudo da matemática é uma área abstracta. Assim, a compreensão da sua dinâmica é facilitada através da observação dos efeitos da manipulação das fórmulas e das equações.
Na Geografia, a comparação entre diferentes temperaturas e diferentes condições atmosféricas através da representação visual, facilita aos alunos o levantamento de hipóteses explicativas para as relações causa - efeito, por exemplo, do efeito de estufa.
As ferramentas de representação visual na Química tornam o abstracto em real. Ajudam os alunos a observar, medir, manipular, e até, construir novas moléculas.
Em conclusão, estas ferramentas não são usadas para produzir um produto final, mas para ajudar os alunos a interpretar ou representar ideias do que estão a investigar, que de outro modo, não seriam capazes de o fazer. Contudo, deve-se ter em atenção que o abuso da sua utilização pode conduzir a uma situação em que estas se transformam em muletas intelectuais.

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